sábado, 20 de maio de 2017

A vast ocean, a torrid desert, and a solitary promontory, only the earth beauty. Mind and spirit, time for reverence.

The infinite way of meeting the challenge of survival. The ability to endure attuned to the cosmic order,

The cosmic time - and the sense of wonder, forever searching, a mystery that man cannot comprehend...



Comprehend nature’s dynamic energy, and creating desires beyond ability to produce, demanding power.

Today, I see myself in an insatiable desire for speed, to finishing things. Ah, Time – again, a sequence of fortuitous circumstances. 

Time – again, a sequence of fortuitous circumstances. The garden I’ve been cultivating, dreams and silence, time for reverence, a procession of energy, my time of freedom.

Gasp and sagging
And time flies on time

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Saber alentejano
(Amalia Grimaldi)

Alentejo – Sonhei um dia aqui estar
De cara para o sol da tarde melhor
Jogar conversa fora
Sair de mãos dadas, a passear por aí
Vamos, adiante-se!
Já estamos ao batente de amigos
De muitas eras
Sopa quente – Pão redondo à mesa
Vamos, adiante-se!
O ar português lhe fará muito bem
Amanhã –Segunda-feira –  (Da melhor semana)
Guardarei na bagagem comigo
Este morno saber alentejano
Vamos, adiante os passos
Sigamos a pista das aves,
Penas ao chão e arrulhos no ar!
            (Portugal,2011)



Cor de pêssego maduro
(Amalia Grimaldi)

Fidalga
Digna parede
Começo de quando
Aqui não estaria
Pranteada soberba
Ainda de pé
Morre na sua cor a tarde
Parece-me que nada sorri
Parece-me que nada chora
Basta que perdure o momento
Nesta forma cheia de sentir
Cor de pêssego maduro.



Estampa do último verão
(Amalia Grimaldi)
Céu ao poente
Seu aceno contente
Derramada cor invade meu ar
Mordente não desbota
Persistente algaravia
Urde tintada trama
Belo pano marroquino
Abraço a outra nação
Aceno ao mar – Gibraltar
O contorno moreno da alta cidade
Estampa do último verão
Enredo dessa minha canção
– Al Garb– Al Andaluz
Viagem da minha vida.